sábado, 10 de maio de 2014

I- Perdidamente Peculiar

 Estou passando um semestre na Inglaterra,para aprender inglês, não darei muitas informações sobre isso,porque peculiarmente não sou obrigada, e porque não! Haha, quem sabe em outro post.
Hoje eu precisava ir ao centro da cidade, mais ou menos uma hora de onde eu estou ficando, uma hora de metrô, contando com as trocas de metrô que faço.
 Eu precisava estar no centro 10:00 da manhã, eu achava que estava certa disso, bom, então peguei o metrô aqui perto e pelo que eu sabia, eu deveria pegar mais dois para chegar ao destino final, só que quando entrei, resolvi pedir informação; em geral os britânicos são muito prestativos quando lhes é pedido informação, mas por infortúnio do destino, o homem que me deu a informação acerca da troca de metrôs, me deu a informação errada, e eu fui parar do outro lado da cidade. Detalhe:eu tinha visto o percurso que deveria fazer, na internet;aí comecei a me xingar por dentro, e me perguntar "que espécie de animal troca a informação dada pelo google, pela informação dada por uma pessoa qualquer em um metrô? Que tipo de animal?(Eu posso ser politicamente incorreta quando falo de mim, se você se identificou,não é culpa minha! Mas acho difícil alguém fazer o que fiz.).
Fui parar do outro lado da cidade, lembrando que eu tinha hora pra chegar , e nessa altura do campeonato, faltavam 20 minutos para a hora do compromisso, e eu só conseguia pensar duas coisas:eu sou um animal, e "ferrou"!
Quando cheguei à estação para pegar o metrô certo, a moça que auxiliava na estação me falou que meu percurso levaria cerca de 40 minutos,automáticamente fiz um cálculo de matemática básica na minha cabeça( 20 para o compromisso - 40 de percurso= I subindo pelas paredes de raiva!). Desistir e voltar pra casa? Coerente, sábio, mas quando estou irritada, sou tudo menos coerente e sábia. Então decidi que continuaria, mesmo chegando atrasada.
 Por fim,depois de 40 minutos, cheguei, quando cheguei descobri que estava 1 hora adiantada, a raiva e o alívio fizeram um reboliço na minha cabeça...Como assim raiva? Não deu certo? --"(minha cara de repúdio se alguém me falar isso!) sim,deu,mas se eu soubesse que estava tão adiantada,provavelmente não iria querer cortar caminho no começo da história, e provavelmente não teria me metido nisso tudo.
No final do meu compromisso precisava voltar para casa, dessa vez eu fiz tudo direitinho,peguei o metrô certo, fiz a troca de metrôs certas e cheguei ao meu destino final, por isso consegui chegar em casa sem maiores problemas,certo? Não! Quando desci na estação final, a minha casa é extremamente perto dessa estação, questão de 3 quadras. Não me perguntem como,mas o nosso querido I conseguiu se perder, perdida e perguntando o endereço para todo mundo, e todos falando que não sabiam, o medo começou a me consumir.
Quando eu pensei, "não há mais nada que possa acontecer para me deixar mais estressada do que eu estou" ,quando terminei de pronunciar mentalmente essa frase, começou a chover(tão clichê que até eu custei a acreditar!).
Por que eu simplesmente não liguei para as pessoas que moram comigo? Porque o celular estava sem bateria, e curiosamente, todas as pessoas que cruzavam o meu caminho também estavam sem crédito.
Quando finalmente, eu cruzei com um homem, que me deu a informação,mas vendo que estava chovendo, se compadeceu do pobre I, e resolveu dar uma carona, ou foi isso ou ele viu o tamanho do meu desespero, quando ele disse que o endereço que eu procurava ficava à mais ou menos 30 minutos de onde eu estava, 30 minutos andando! E eu só conseguia gritar mentalmente "por que? Por que? I de capivara,isso sim!).
Bem, aceitei carona, nem pensei nos riscos que poderia estar correndo, ele então me deixou em meu destino,agora sim, final, e acabei a tarde em segurança.
Balanço Geral: I necessita trabalhar o senso de direção, I precisa parar de gritar consigo mesmo,pois acaba gesticulando e atraindo olhares curiosos para si. E por fim, I precisava parar de acreditar em qualquer informação que recebe na rua!

Um comentário:

  1. Só você mesmo, Isa!!! Saudade desses gestículos, dos seus gritos interiores e de sua capacidade de explicar exatamente o que está sentindo como se fosse uma atriz de cinema...

    Fiquei feliz porque está na Inglaterra!! Linda, Deus te abençõe!

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